Belém (PA), 18 de setembro de 2026
No dia 16 de setembro, Celebramos com alegria a memória do nosso santo padroeiro, São Cornélio, Papa e mártir. Em comunidade e rendendo ação de graças, o seminário se reuniu para celebrar a Santa Eucaristia e recordar o testemunho de um pastor que permaneceu fiel a Cristo em meio às perseguições, às divisões e aos desafios enfrentados pela Igreja do século III.
São Cornélio exerceu seu ministério como bispo de Roma em um período marcado por perseguições e divisões no seio da Igreja. Durante seu pontificado, enfrentou especialmente o novacionismo, que adotava uma postura rigorosa diante daqueles que haviam renegado a fé durante as perseguições e desejavam retornar à comunhão da Igreja. Cornélio, em comunhão com São Cipriano, defendeu a reconciliação dos penitentes, tornando seu ministério um testemunho da misericórdia de Deus e da acolhida da Igreja.
Por essa razão, o testemunho de São Cornélio ficou profundamente associado à misericórdia pastoral, sem abandonar a verdade e a unidade da Igreja. Seu pastoreio recorda que a Igreja é também lugar de acolhida, conversão e reconciliação para aqueles que, arrependidos, desejam retornar ao Senhor.
A celebração eucarística no seminário foi vivida em um clima de alegria e de ação de graças, reunindo formadores, seminaristas e irmãos em missão para festejar juntos o padroeiro desta casa de formação. A Liturgia da Palavra conduziu todos a contemplar o precioso tesouro que Deus confiou a seus filhos: um tesouro que não pertence ao homem, mas ao próprio Senhor, carregado em frágeis “vasos de barro” (cf. 2Cor 4,7).
À luz do testemunho de São Cornélio, essa Palavra recordou que aquele que é chamado a servir a Cristo é também chamado a entregar a própria vida. O Papa e mártir não guardou para si o tesouro recebido, mas o levou com fidelidade até as últimas consequências, permanecendo unido a Cristo em meio às perseguições e sofrimentos.
Celebrar São Cornélio, portanto, é também renovar o chamado à oferta cotidiana da própria vida. Nem sempre o martírio se apresenta de forma extraordinária: muitas vezes ele se manifesta nas pequenas renúncias, na fidelidade à vocação, no serviço silencioso, na perseverança diante das dificuldades e na disposição de entregar-se diariamente por amor a Cristo e à sua Igreja.
São Cornélio, Rogai po nós!





